Independentemente daquilo que foram e são, não podem ter o verbo "ser" conjugado no futuro.
Há pessoas que amamos, mas que na verdade a sua personalidade e temperamento são distorcidos na nossa cabeça segundo os nossos interesses. Quantas vezes não imaginamos essas pessoas a dizerem palavras que sabemos perfeitamente que daquela boca nunca saíriam.
O mesmo se passa com os gestos, olhares, toques, momentos.
É mau idealizarmos pessoas, porque isso é como termos uma cópia de um quadro, não é original, é apenas uma representação do real. E o real nem sempre é como gostamos. Por isso idealizamos.
Até mesmo quando essas pessoas estão mesmo, mesmo ao nosso lado, paramos. E pensamos. Que o que ela faz, diz, senti, age não é igual ao que recordamos. Apaixonamo-nos por pessoas fictícias, idealizadas que nada têm haver com o que temos aqui e agora. É uma pena, que em vez de pessoas reais tenhamos réplicas a pairar na memória.
E triste. E seco.
